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Pílula Mirabolante #17: Por onde anda o orgulho?

Boa tarde a todes!

Quem conseguiu, a partir do último desafio, criar uma ideia de impacto para mudar o mundo?  

A capacidade de inovar diante das adversidades tem tudo a ver com este Mês do Orgulho

A criatividade e a resiliência são características marcantes de grupos minorizados, como a comunidade LGBTQIAPN+. Um talento que poderia estar sendo aplicado na resolução de grandes problemas da nossa sociedade, mas direcionado para as estratégias de sobrevivência nos diversos ambientes em que essa população é violentada, desde a família aos espaços corporativos. 

A diversidade é um dos motores da inovação nas empresas e na sociedade.

Sabemos bem disso devido ao auge das áreas de Diversidade e Inclusão que abriram oportunidades e conversas importantes. Porém, essa "lua de mel" parece ter chegado ao fim. Relatórios corporativos e a redução de investimentos em projetos indicam que a diversidade não é mais uma prioridade para muitas empresas brasileiras e internacionais.

A PwC anunciou recentemente que desistirá de algumas metas de diversidade, alegando dificuldades em alcançá-las ou medi-las. Outras gigantes, como Starbucks e Google, também revisaram suas metas nos últimos meses. Decisões que geram medo e uma sensação de "Eles não precisam mais de nós. "

Por onde anda o orgulho?

Um relatório da própria PwC, em parceria com o Instituto Ethos, revelou que, embora 76% das empresas considerem a diversidade um valor ou prioridade, apenas 4% conseguem implementar políticas eficazes. Os principais desafios incluem: 

  • transformar intenção em ação;

  • mudar comportamentos;

  • responsabilizar líderes;

  • conectar custos a resultados.

Além da frustração das organizações em não conquistar resultados imediatos em seu faturamento, existem outros dois fatores históricos que também influenciam esta mudança:

  • a decisão da Suprema Corte dos EUA por declarar inconstitucionais as ações afirmativas em universidades que desencadeou um alerta para as empresas americanas.

  • a intensificação das mudanças climáticas e a pressão por responsabilização das empresas que têm redirecionado o foco e os recursos antes aplicados em políticas de diversidade.

A saída para o dilema pode estar no que se propõe a sigla ESG, que integra preocupações ambientais e sociais com uma estratégia de governança robusta, onde estas pautas não caminham em paralelo, mas estão no centro das decisões de negócio das organizações. 

Como andam essas conversas por aí? Sentiram também esse retrocesso no mercado?

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